Carta de um louco para um maluco 
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Era meia-noite, o sol brilhava entre as trevas de um dia claro e bonito. Um homem vestido sem roupas com as mãos nos bolsos, estava sentado, numa pedra de pau, em pé à beira de um rio seco, e dizia: 
- Prefiro morrer do que perder a vida! 

Naquele momento, logo depois, um mudo disse a um surdo que estava intrigado pois um cego não parava de olhar para ele, enquanto o surdo estava ouvindo o mudo falar, um aleijado corria atrás de um carro parado. Bem longe daqui, porém muito perto, um senhor alto, moreno, careca, mas muito baixo, penteava seus longos cabelos loiros cortando-o. À noite, durante o sono, senti uma apetitosa falta de comer um prato sem alimentos, e eu vi peixes nadando na grama verde, tartarugas pulando de galho em galho, enquanto os bois nadavam num lago sem água... estava lá ainda o homem!

Enquanto outros suicidavam-se para viver, veio então outro sujeito comendo guardanapo e limpando a boca com um pedaço de bife, assim ele começou a declarar uma poesia parecida mas nada semelhante, e calado dizia : 'Mais vale um vivo morto, que um morto vivo'. Quando acordei com um despertador latindo, deitado no relógio, me preparei para mais um dia de descanso, porém com muito trabalho... E eu logo vi o homem pela janela fechada e ele não estava lá!